Rodellus 2018 – Muito rock e tranquilidade

Terminou no passado domingo a 4ª edição do Rodellus, um festival que dá às pessoas o melhor que o campo tem para oferecer e que permite fugir do dia-a-dia da cidade para a tranquilidade e serenidade do meio rural.

DIA 1

Foi no palco Cunha que tudo começou, por volta das 23h, com a atuação dos Madrepaz. Tocando músicas como “Sopra o Vento”, o segundo single do primeiro disco “Panoramix” e um dos temas mais aguardados, foi com os lisboetas que o público foi crescendo, podendo-se observar todas as faixas etárias a aproveitarem uma noite serena e de entrada livre. Depois de Madrepaz seguiu-se Grandfather’s House. O trio bracarense, que trouxe na bagagem o seu segundo álbum de originais “Diving“, espalhou as suas melodias densas pelos visitantes do Parque de Merendas de Cunha. Como terceira atuação da noite, os The Lazy Faithful vieram do Porto para cativar e atrair mais público, fazendo com que o parque ficasse quase cheio.

Por fim, a fechar a primeira noite de festival esteve presente O Gringo Sou Eu, o brasileiro Frankão atualmente residente em Portugal, quebrando sem medo a noite de rock que o antecedeu, conseguindo provocar todo o público a dançar com o seu estilo musical fora do comum. Foi com animação que os concertos chegaram ao fim e que os festivaleiros foram para O Grande Ruílhe Hotel para continuar a noite com música e convívio.

The Lazy Faithful

DIA 2

Foi com uma tarde de sol que se marcou o regresso ao palco Cunha, onde, mesmo antes dos concertos começarem, grupos animados, sempre de cerveja na mão, ansiosamente esperaram a música que iria tornar esta uma tarde bem-disposta. Foi pouco depois das 17h que Sunhui subiram ao palco, com uma troca inesperada na ordem dos concertos previstos. O recente grupo de Braga cativou o público que se encontrava no parque e foi banda sonora de uma tarde de alegria. Seguiram-se Tresor&Bosxh, já ao final da tarde, com sonoridades dignas de cenários sci-fi, que encerraram este palco.

Pairava uma grande expectativa perante a abertura do recinto principal por parte dos festivaleiros, e foram os Omie Wise que estrearam o palco Eira, no início da segunda noite de festival. A estrear o palco Rodellus, por sua vez, estiveram os Astrodome, com um grande concerto que pôs o público rendido aos portuenses. A noite continuou com uma grande ansiedade pelos concertos que se seguiam, e foi com Mother Engine que o público do Rodellus começou a abanar a cabeça, ao som do rock psicadélico da banda alemã. A fechar o palco Rodellus estiveram os escoceses The Cosmic Dead, que continuam a sua passagem por Portugal num total de cinco concertos, trazendo consigo uma energia que circundou a multidão e que fez até pedir mais uma música no final do concerto.

No palco Eira, já envolvidos pela noite, tocaram os Kings of the Beach, os espanhóis que prolongaram a energia sentida no palco Rodellus e fizeram que o público continuasse vivo para o resto da noite através do seu mágico surf rock. Foi um concerto emocionante que terminou com o baixista a agradecer ao Rodellus, a Braga e a Portugal, por os ter recebido com tamanho afeto. As horas passavam, mas o público continuava expectante, esperando a atuação de The Cavemen. Todos os que aguardaram não se arrependeram, tendo sido um espetáculo imperdível o concerto dos neozelandeses, com tanta vontade de surpreender que atiraram a t-shirt para o público e até o próprio vocalista se entregou ao mesmo.

Os campistas aproveitaram os transportes gratuitos para se deslocarem para o campismo e abraçarem outra noite de convívio.

 

The Cosmic Dead

 

DIA 3

No terceiro e último dia do Rodellus, os festivaleiros deslocaram-se novamente para o palco Cunha, para a aguardada atuação de Filho da Mãe e De Turquoise. Começando um pouco mais tarde do que previsto, De Turquoise apresentou o seu mais recente EP “Camomila”, conquistando quem aproveitava o sol e a água refrescante do tanque. De seguida, para encerrar o palco Cunha esteve presente Filho da Mãe, que apesar de alguns problemas técnicos, rapidamente resolvidos pela organização, presenteou os seus fãs com uma viagem provocada pelas cordas da sua guitarra em mais uma tarde de sol.

O Palco Rodellus foi primeiramente calcado pelos Imploding Stars. A banda bracarense promoveu um excelente início de noite, com o seu post-rock a não passar despercebido e a despertar a atenção do público. A presença e atuação de O Manipulador, de forma inesperada, foi também um bónus de 30 minutos para quem esperava por mais uma noite de rock. Entre loops e improvisos, fica na memória a boa disposição.

De seguida atuaram Slift, provocando o público com um dos melhores concertos do festival. Com sonoridades que lembram álbuns como Nonagon Infinity, a banda de Toulouse surpreendeu com um ritmo rápido e constante, para quem conseguiu acompanhar o psicadelismo e riffs repetitivos. A energia foi tanta que difícil foi fazê-los sair do palco e dar lugar às bandas seguintes. Estatic Vision foram os cabeças de cartaz, responsáveis por fechar de vez o palco principal do festival.

SLIFT

Já de madrugada, Fugly retomaram o palco Eira para trazer a grande dose de rock e garage que “Millenial Shit” transmite. “Inside My Head” e “Take You Home Tonight” foram alguns dos temas mais aguardados. O público reagiu com entusiasmo a mais uma das muitas bandas rock portuenses presentes ao longo dos 3 dias, agradecendo com encontrões e crowd surfing. Baleia Baleia Baleia e DJ Funkadilla ficaram encarregues de dar por encerrada a última noite do festival.

Terminou assim a 4ª edição do Rodellus, ficando a expectativa para a próxima edição. De ano para ano o festival tem crescido, tanto a nível de qualidade de bandas como na quantidade de pessoas presentes, o que deixa sempre uma ansiedade para com o que se seguirá no próximo ano. Parabenizamos a organização por todo o esforço demonstrado para tornar este festival o mais acolhedor possível, tendo-se notado uma melhoria nas condições do campismo e nos transportes. Até para o ano Rodellus!

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Texto e fotos: Rita Moura e Carlos Silva

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