Reportagem Festival Neopop 2017 - Engenharia Rádio

Reportagem Festival Neopop 2017

Sob o lema “The Art of Techno”, os estaleiros navais de Viana do Castelo abriram as portas na passada quinta-feira, 3 de Agosto, para receber mais uma edição do já internacionalmente consagrado Neopop.

Mais uma vez com uma excelente adesão de público estrangeiro, pontualidade exímia quanto aos horários dos concertos e com um espaço adequado às necessidades do público, a grande novidade deste ano foi o enorme conjunto de ecrãs que cobriam por completo o palco principal, fornecendo um show de dimensões e efeitos únicos.

A abrir, umas surpresas para os festivaleiros: Boris Brejcha e Solomun com datas confirmadas para regressarem a Portugal. Isso sem deixar de fazer menção às próximas edições do Brunch in the Park em Lisboa e o Festival BPM que vai ter em terras algarvias a sua primeira edição em Portugal.

DIA 1:

Pelo primeiro dia, o público foi recebido pelos anfitriões Freshkitos e outros convidados nacionais como Rui Vargas e Tiago. No entanto, o entusiasmo recaia em Dixon (DJ nº1 para a Resident Advisor), Maceo Plex, Rodhad e, sobretudo, Moderat. O trio alemão, da qual se diz que podem ter tido a sua última passagem por Portugal, proporcionou um concerto magnifico que certamente agradou a todos os presentes, mesmo aqueles que preferem outro tipo de música eletrónica. O Palco Anti-Stage esteve igualmente muito bem entregue a nomes como o setubalense Magazino e ao portuense, atualmente DJ residente no México, Moses.

DIA 2:

Na segunda etapa da edição de 2017 do Neopop Electronic Music Festival, a noite começou com os portugueses Pixel 82, Frank Maurel, Diana Oliveira e Vasco Valente, mas o primeiro grande momento foi da responsabilidade de Danny Tenaglia. O consagrado DJ americano, que começou a sua carreira na indústria da música em Nova Iorque nos anos 80, mostrou que quem sabe não esquece e apresentou um set repleto de clássicos como “Touch Me” do português Rui da Silva, “I feel love” de Donna Summer e o seu grande hit, “Music is the answer”. Seguiu-se Paco Osuna, o mestre espanhol não defraudou as espectativas da enorme legião de conterrâneos que o veio ver, e abriu as hostes mais techno da noite, prolongadas pelos ritmos frenéticos de Speedy J e Chris Liebing. Já em pleno dia, coube ao enorme Loco Dice fechar uma noite que prometia muito e cumpriu.

DIA 3:

Para o terceiro e último dia, a oferta de óculos 3D à porta do recinto já fazia antever o que vinha aí. Estava guardado talvez o momento mais esperado desta edição com a vinda a Portugal de Kraftwerk. O conjunto alemão criado em 1970 por Ralf Hutter e Florian Schneider, responsável pela criação da música eletrónica na Europa, trouxe o seu espetáculo 3D que concilia a música e a imagem robótica numa simbiose inexplicável. “The Robots” levou ao rubro todos os presentes, de qualquer geração. Numa noite que foi da responsabilidade da Red Bull Music Academy, os outros convidados foram The Field e Courtesy. Numa noite em que o foco foram os artistas com muitos anos de experiência, às 5h30 apresentaram-se Octave One, os irmão de Michigan que iniciaram a sua atividade no techno em 1989, responsáveis por faixas intemporais como “Black Water”, provaram que o seu ritmo alucinante continua presente e recomenda-se. Para o culminar de mais uma edição do Neopop cheia de grandes momentos, eis que às 9h30 Tale of Us entram em cena para fechar a maratona de mais um ano que irá ficar para a memória. A super dupla Italiana mostrou porque é dos nomes mais desejados do momento com um set irrepreensível e inesquecível. Pelo palco secundário, destaque para a presença de nomes como Planetary Assault System, Dax J e Lewis Fautzi a fechar o recinto. No entanto, o oficial after-hours prolongou-se no Irish & Co para os ravers mais resistentes até às 17h de domingo com Midi, Andy Burton, entre outros.

Exposição The Art of Techno:

Para a memória, fica também a exposição de “The Art of Techno” que, depois de Lisboa e Porto, esteve exposta nos antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo durante a duração do evento. Na exposição, que deu o lema à edição deste ano do festival, é possível ver ao vivo os quadros e assistir através de um tablet ao vídeo de um dançarino a dançar e a pintar esses mesmos quadros com os pés ao som de uma música de cada artista revelado, tais como Maceo Plex, Moderat, Dixon, Danny Tenaglia, Tale of Us ou Kraftwerk.

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